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18 de Agosto

Dado Villa-Lobos – EXIT

Show | Livre | 80min.

E X I T | d a d o v i l l a – l o b o s

O cantor e guitarrista Dado Villa-Lobos lançou três álbuns solo e compôs para nove trilhas de cinema desde 1996. Portanto, é meio natural que o quarto solo seja, ele também, uma trilha sonora – só que para um filme que não existe. Porque tanto pode ser escutado como coletânea de canções quanto sucessão de ambientes quase visuais.
EXIT é este disco. O título em inglês de cara lança no ar algumas questões. Sair de onde? Da vida? Do Brasil? Do passado na Legião Urbana? A saúde bem cuidada aos 52 anos descarta a primeira das opções. Nascido em Bruxelas, Bélgica, este filho de diplomata há tempos poderia ter dado no pé do país que se recusa a abandonar o século XX (talvez o XIX). Menos uma opção. Sobra sair do passado legionário? Também não.
O Dado solo nunca se relacionou mais que tangencialmente com ele. Aliás, sempre foi assim com todos os legionários, cientes de que, juntos, possuíam uma coisa especial demais para se reproduzir palidamente em trabalhos individuais. Renato Russo cantava em inglês e em italiano. Marcelo Bonfá se agasalhou numa cold wave cheia de teclados. Renato Rocha retornou para o hardcore de onde tinha vindo.
EXIT do que, então? Cada ouvinte responderá de onde, conforme enveredar pelas 11 faixas produzidas por Estevão Casé e Lucas Vasconcellos. Elas apresentam uma tal alternância de climas que sugerem várias respostas, todas reflexivas, remetendo a facetas já presentes nos trabalhos anteriores de Dado ou acrescentando cores à sua paleta sonora.
Pegue-se, por exemplo, a faixa de abertura de EXIT, Sete a um, parceria de Dado com Nenung e Gabriel Muzak. Mesmo cantada em português, soa como uma faixa inédita dos Stones – caso eles ainda tivessem algum vigor criativo. Havia uma música assim no último CD de Dado, O passo do colapso (2012). Chamava-se Tudo bem. Se nela havia a concisão de três guitarras, baixo, bateria & percussão, Sete a um está expandida para coros e seção de sopros. Um antiépico batizado pelo Mineiraço da Copa de 2014 para falar das goleadas que tomamos no dia a dia: “Eu pago para não
saber/ Não ter que olhar para frente/ Jurei que vou disfarçar/ Meu desespero latente…” Corta para Fogueira de Natal, outra parceria de Dado com Nenung. Corta mesmo. O coro e os sopros estão lá, mas a pegada é completamente diferente. Uma balada que alude ao episódio em que Renato Russo botou fogo na clínica onde estava internado para se desintoxicar. É disso que trata o refrão: “O Natal foi fogo/ O fogo fui eu que comecei/ Quem sabe o Ano Novo/ Me devolva o que eu sonhei.” Triste e bonito.
A terceira faixa, Blue, é mais uma tabelinha entre Dado e Nenung, alma das bandas Os The Dharma Lóvers e Projeto Dragão. É uma road song que fala em carros, sinais, retrovisores. Há, na letra, a serenidade zen típica do músico gaúcho: “E o que virá, é o que virá/ Não importa mais, já não sigo só.” Dado não está só, literal e metaforicamente. Além da banda-base de EXIT, formada por Lucas Vasconcellos (guitarra), Mauro Berman (baixo), Roberto Pollo (teclados) e Lourenço Monteiro (bateria), ele parece ter encontrado em Nenung seu novo parceiro ideal.
Nenung era coautor de uma das 14 músicas de Jardim de cactus, o primeiro álbum solo (gravado em 2005, mas lançado em 2010), e de cinco das 12 músicas de O passo do colapso. Em EXIT, Nenung aparece nos créditos de sete das 11 faixas. Além das três já mencionadas, em A saudade dos unicórnios, Partida, Respeito e Voltando pra escola. Esta encerra o álbum de um jeito suave que remete a Por enquanto, última faixa do primeiro LP da Legião. Sobre sons de crianças captados na porta de uma escola e com citação a Every little counts, música do New Order, Dado canta “o presente é um caminho sem volta/ E por ele brinco/ Outra vez voltando pra escola/ É como me sinto”.
Essa humildade se verifica, na prática de EXIT, na abertura para músicas dos parceiros. Há A bolha, do batera Lourenço, mordaz retrato das redes sociais. Há Integrado, de Domenico Lancelotti e Bruno di Lullo, que se reveza no baixo do álbum com Mauro Berman. Há L’oeil du drône, do guitarrista Lucas, cuja versão para o francês é de Dado. Ele também fez uma versão folk-suingada para I don`t Know, dos Beastie Boys, chamada Então vem, na qual conta com o backing vocal de Nina Becker.
EXIT foi pensado em termos de LP. As cinco primeiras faixas estariam no lado A. E as últimas seis, no B. Independentemente da mídia na qual o trabalho vier a ser ouvido, porém, ele transmite o cuidado de quem ainda acha a música importante. A atenção às diferentes sonoridades, aos recursos de um estúdio bem pilotado, à sequência mais expressiva para as faixas, à interpretação, enfim, atenção à experiência do ouvinte.
Saídas, afinal, são também entradas.

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DIAS E HORÁRIOS
  • Sábado, 18 de agosto às 21h30
PREÇOS
  • PLATÉIA 1A (Fila A até I) INTEIRA R$ 140 | MEIA R$ 70
  • PLATÉIA 1B (Fila J até P) INTEIRA R$ 120 | MEIA R$ 60
  • PLATÉIA 2A (Fila AA até EE) INTEIRA R$ 100 | MEIA R$ 50
  • PLATÉIA 2B (Fila FF até HH) INTEIRA R$ 80 | MEIA R$ 40
  • PLATÉIA 2C (Fila II até LL) INTEIRA R$ 60 | MEIA R$ 30

Bilheteria: Av. Amazonas, 315 – Centro.
Funcionamento: Seg - Sáb: 12:00 - 21:00 e Dom: 15:00 - 20:00.
Horário especial nos feriados.
Telefone: (31) 3201.5211 ou (31) 3243.1964

Loja Eventim - Shopping 5ª Avenida (sujeito a taxa de conveniência)
Rua Alagoas, 1314
Loja 20C– Savassi
BR - 30130-160 - Belo Horizonte

A Partir de 1/12, de acordo com decreto n° 8.537 de 5 de outubro de 2015, só serão vendidos ingressos de “meia entrada de estudantes”, para aqueles que tiverem as CIEs ( Carteiras de Estudantes ) com os seguintes requisitos:
- Nome completo e data de nascimento do estudante
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. O decreto n° 8.537, não permite que os estabelecimentos aceitem boletos ou carteirinhas de cursos, como comprovantes para a compra da meia entrada.

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