Restauração

Você já esteve no Cine Theatro Brasil Vallourec? Ainda não? Pois se passou por aqui, provavelmente já admirou a beleza e o charme deste lugar. Não é à toa que o prédio, da década de 1930, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual e Municipal.

Ativo por quase 70 anos, foi fechado em 1999 devido à crise dos cinemas de rua, permanecendo assim por 14 anos. Em uma iniciativa da Fundação Sidertube, mantida pelo grupo Vallourec, o prédio foi adquirido em 2006, quando teve início um intenso processo de restauração que durou até 2013.

O grande desafio foi reconhecer a estrutura do imóvel, pois as plantas originais se perderam com o tempo. A fachada principal, por exemplo, foi reconstituída seguindo o projeto inicial, com revestimento em pó-de-pedra, três grandes vitrais com desenhos geométricos e quatro grandes lanternas em metal e vidro.

As tradicionais portas pantográficas também foram reconstruídas e possibilitam ao público admirar, mesmo da calçada, o hall de entrada, assim como acontecia na década de 1930. Para esse minucioso trabalho, a equipe contou com a ajuda de empresas locais e do exterior, como Estados Unidos e Panamá.

Construído originalmente sob uma resistente estrutura de concreto armado, o prédio recebeu uma nova sustentação, feita com tubos de aço produzidos pela Vallourec. O reforço possibilitou a construção de um novo pavimento, com fundação independente, acima do telhado original.

Tesouros escondidos

Todo trabalho de restauração revela alguns tesouros. E no Cine Theatro Brasil Vallourec não foi diferente. Nas escavações, foram encontradas a pedra fundamental da construção, de 1928, e uma caixa com moedas e outros objetos deixados pelos operários no primeiro dia de obras, assim como mandava a tradição da engenharia.

As frisas laterais do Grande Teatro, eliminadas em uma das reformas do espaço, também foram descobertas pelos arquitetos em fotografias antigas e reconstruídas semelhantes às originais.

Mas a maior surpresa da equipe se escondia por trás de cinco camadas de tinta: as pinturas originais nas paredes internas do Grande Teatro, em estilo Art Déco, assinadas pelo artista-plástico italiano Angelo Biggi. Em tons de marrom, as pinturas seguem o estilo marajoara com formas geométricas.

Na reforma foram investidos, ao todo, R$ 53 milhões, sendo 55% via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Vallourec e apoio da Usiminas e Banco Itaú, e 45% com recursos aportados exclusivamente pela Vallourec.

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